Home > Editorial > EDITORIAL 367

EDITORIAL 367

Editorial - 7 de junho de 2022

E 2022 lá vai, qual cavalo esbaforido galgando quase meia pista, deixando para trás barreiras que pareciam intransponíveis. Da Covid ficaram os números das vítimas e as sequelas naqueles que a conseguiram vencer e, um pouco por aí, novos casos lembram que o vírus veio para ficar e que só a vacinação e a observância dos protocolos sanitários o tornam mais leve. Pelo lado das sequelas econômicas, os diversos países tentam como podem “dar a volta por cima” e se realinhar para que as desigualdades entre ricos e pobres sejam menos flagrantes do que sempre foram e que recrudesceram com a pandemia. Sobre isso, um dado divulgado pela ONG Oxfam, na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça, informa que empresas de tecnologia, durante a pandemia, tiveram suas ações na bolsa com preços disparados, o que fez com que a cada 30 horas um novo bilionário surgisse. Ou seja, 573 ultrarricos. Também a guerra desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia, seu país irmão - que teve dias apocalípticos no início, quando fez um enorme estrago social e econômico, além das mortes e feridos no campo de guerra - tem sido sentida como pandêmica já que num sistema globalizado todos os países precisam uns dos outros para poderem sobreviver e, havendo uma ruptura, todos sofrem. Menos os ricos, claro! Segundo a Oxfam, a pandemia e a guerra, a riqueza dos bilionários é agora, com base em números da Forbes, 13,9% do PIB global. No outro lado, 263 milhões de pessoas estarão na pobreza extrema, este ano: um milhão de pessoas, a cada 33 horas! Relatório da ONG Oxfam diz que os pobres estão sofrendo cada vês mais e que há necessidade urgente de taxar as grandes fortunas dos ricos. Já passou do tempo, dizemos nós aqui! Aliás, dizer é fácil. Difícil é fazer. Basta olharmos para o nosso Brasil...

COMPARTILHE